terça-feira, 6 de janeiro de 2009

António Pinheiro

Todos conhecemos o nosso estimado Cine-Teatro António Pinheiro. Consta que vai desaparecer nos próximos tempos para dar lugar a um outro cine-teatro mais habilitado para fazer face às exigências culturais de uma cidade e região que se quer em permanente evolução cultural. Faço votos para que tal aconteça, e que a autarquia e o arquitecto Júlio Quaresma - um velho conhecido - saibam dar corpo e alguma alma a um projecto que me parece de suma importância para a cidade. E, já agora, que se saiba ouvir de quem sabe, as necessidades técnicas prementes e inerentes ao seu funcionamento.

Também faço votos que, à imagem do que aconteceu com a passagem entre o desaparecido Teatro Popular (e rebaptizado Cine-Teatro António Pinheiro) e o actual que todos conhecemos; se saiba preservar o nome de uma individualidade que todos conhecem da degradada fachada da sala de espectáculos de Tavira, mas que poucos sabem o que ele significa.

No último dia 21 de Dezembro, passaram os 141 anos do seu nascimento e, à semelhança do que aconteceu nos anteriores 140, nada se fez para assinalar a efeméride, ligada a, sem dúvida nenhuma, um dos maiores vultos das artes (se não o maior), de naturalidade tavirense. O blog presta aqui a sua singela homenagem que, pelo que atrás se diz, vem porventura a propósito.

António José Pinheiro (21/12/1867-2/3/1943), foi uma sumidade como poucas no panorama do Teatro Português. Foi actor, encenador, director de companhia e professor de "arte de representar". Fundou grémios e instituições de apoio ao artista. Pensou e escreveu sobre representação e sobre a problemática do Teatro do seu tempo. Deixou três livros de memórias.

O teatro era a sua actividade do coração, mas não é de desprezar a sua passagem pela 7ª Arte, onde chegou a fazer direcção de actores e depois realização.

Eis a sua filmografia:

1913 - Milagres de Nossa Senhora da Penha (no Brasil), de Alberto Botelho
1920 - Fidalgos da Casa Mourisca, de Georges Pallu
1921 - Amor de Perdição, de Georges Pallu
1922 - O Destino, de Georges Pallu
1922 - Mulheres da Beira ou Funesta Ambição, de Rino Lupo
1923 - O Primo Basílio, de Georges Pallu
1923 - Cláudia, de Georges Pallu
1924 - A Tormenta, de Georges Pallu
1924 - Tinoco em Bolandas, também realizador
1924 - Tragédia de Amor, também realizador
1925 - Lucros... Ilícitos, de Georges Pallu
1931 - A Portuguesa de Nápoles, de Henrique Costa
LG

2 comentários:

Estela disse...

Boa noite!
Eu estou muito curiosa sobre O Antonio Pinheiro.

Eu que o senhor sera o meu tetra Avó.
Porque um familiar se referiu esse facto.

Eu lendo lido muito pouco sobre ele.
Se o senhor sober algo da vida mais familiar,se tinha filhas,por exemplo.
Já me ajudava muito.
eu gostava que entrasse em conctato comigo.

Obrigada

LG disse...

A prova de que a memória da figura de António Pinheiro continua viva!
Cara Estela. É na realidade uma surpresa, receber um comentário com essa informação. Pode entrar em contacto comigo através do e-mail que encontra no Perfil.