O Cineclube exibe Omar, de Hany Abu-Assad.
Confira em http://cineclube-tavira.com/site/index.php?option=com_events&task=view_detail&agid=880&year=2014&month=11&day=27&Itemid=1
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
terça-feira, 18 de novembro de 2014
5ª Feira, 20 Novembro 2014
O Cineclube de Tavira exibe Il Capitale Umano, Capital Humano, de Paolo Virzì.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
No Império, uma Soirée
Caros leitores, esta entrada recorda e homenageia velhos conhecidos, velhos amigos não do cinema, mas de outros filmes, numa semana em que não fomos a Tavira. A vossa compreensão, pois.
Ao invés da habitual viagem rumo ao sul, a noite começou na Alameda D. Afonso Henriques, onde fica um ex-cinema entregue a uma organização sem mística cinéfila. O saudoso Império, emblemática sala da capital, já não tem cinema mas voltou a ter o espaço de convívio que caracterizou o lugar em décadas que já lá vão. Reaberto em 2006, o Café Império oferece refeições e convívio, lugar de estudo e espaço infantil, bem como actuações musicais e projecção de filmes até às 2 da manhã.
Mas não fomos ver nenhum filme, até porque o ecrã gigante oferecia futebol jogado no Estádio do Algarve, onde este fim-de-semana não fomos. O filme foi outro. Acompanhado de um Bife à Império, o filme foi um que não viamos há mais de 20 anos. Nessa altura, o cinema era acessível e volta e meia lá íamos, a salas de que só existe a memória, fosse o Quarteto, o Londres ou os Alfas triplex (que às tantas triplicou), só para citar os mais próximos, além do Império, claro. Também havia videoclubes que proliferavam pelos bairros, carregados de cassetes VHS, pois o DVD ainda era uma miragem e o Blu-Ray nem se imaginava sequer.
Só que o mundo não era menos azul. Nessa altura, há mais de 20 anos, o filme fazia-se diariamente a partir das 8 da manhã, no Arco do Cego, no Filipa de Lencastre. Era um filme cheio de filmes. Eram filmes de criadores em fermentação e de Arte, eram filmes de risos e conversas, de passeios, de diversão, de amores e desamores. Eram filmes de jovens.
No Império, onde já não há filmes, juntaram-se alguns actores dos filmes de há mais de 20 anos. Dos que não estiveram presentes, talvez não haja um actor que não tenha sido recordado. Eram actores de engenho. Se calhar poucos se lembram que este elenco elaborou propostas para um logotipo das comemorações dos 50 anos da Escola. E outro ainda, para o recém-criado Centro de Estudos Informáticos (imagine-se tal coisa). Eram trabalhos orientados, não por um realizador, mas por uma cineasta carinhosa e carinhosamente chamada de Tété, de quem todos gostavam, pois naquela sala passavam os melhores filmes.
Filmes como já não há, que isto de remakes é bastante complicado. E se nesta divagação for detectada uma pontinha de nostalgia, olhem para o fundo da memória de que Dali deixou a persistência surrealista. Realisticamente irão encontrar um relógio que não pára como fazia o de Dali, mas não custa nada rever um ou outro filme, e momentaneamente suspender o tic-tac.
E para aqueles que costumam passar pelo blog e não são destes filmes, tenham paciência desta vez. É que Shakespeare, que sabiamente escreveu que a vida é um palco, não conhecia filmes, que são sempre re-projectáveis.
Projecte-se pois, lá mais para a frente, mais um filme como o de 6ª feira passada, com mais actores e mais histórias para contar. Não precisa de ser no mês que vem, mas 20 anos é muito tempo.
LG
terça-feira, 19 de agosto de 2014
100 Anos de Charlot
Ao saborear as páginas de My Autobiography de Charles Chaplin, ocorreu-nos que se assinala este ano o primeiro século da sua chegada ao cinema.
Alvo de anterior entrada do blog, de 7/9/2009, não nos vamos repetir com o estafado arrolamento da sua filmografia, mas não podemos deixar de assinalar a efeméride que parece ter passado demasiado discreta.
Há 100 anos atrás (19 de Agosto de 1914), Chaplin trabalhava em The Masquerader, uma das curtas-metragens que realizou e protagonizou para a Keystone Company, antes de se fazer argumentista, produtor e mais tarde compositor dos seus filmes. Para trás ficara a primeira aparição da personagem que o mundo mais tarde conheceria como Charlot, em Kid Auto Races at Venice, estreado a 7 de Fevrereiro do mesmo ano.
Mas o que é verdadeiramente de assinalar, é que um século depois, Charlot continua a fazer rir e a comover multidões, graças aos gags, mas também graças ao egoísmo, sentido crítico, generosidade e humanidade com que Chaplin foi trabalhando a personagem.
Eis o que diz Chaplin da sua criação:
"Eu não tinha a menor ideia da maquilhagem que havia de fazer. O meu traje de repórter [de Making a Living, anterior filme] não me agradava, mas, no caminho para o guarda-roupa, pensei em pôr umas calças muito largas, umas botas muito grandes, bengala e chapéu de coco. Queria que tudo estivesse em contradição: as calças largas e o casaco apertado, o chapéu muito pequeno e as botas enormes. Não sabia se havia de parecer velho ou novo, mas lembrando-me de que Sennett [realizador e produtor] supusera que eu era mais velho, pus um bigodinho que, discorria eu, me daria mais alguns anos, sem esconder a expressão.
Não fazia ideia do tipo de personagem que ia representar. Mas, a partir do momento em que me vi vestido, o fato e a maquilhagem fizeram-me sentir o que ele era. Comecei a descobri-lo e, ao chegar ao estúdio ele estava criado inteiramente. Quando me apresentei diante de Sennett, sentia-me na pele da personagem, e avançava empertigado, fazendo molinetes com a bengala. E os gags e as ideias cómicas acudiam-me em tropel."
in Chaplin, Charles, Autobiografia, trad. António Lopes Ribeiro, Editora Ulisseia, Lisboa, 1965.
LG
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
In Memorian
Lauren Bacall (1924 - 2014)
"You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and... blow."
in To Have and Have Not, Howard Hawks, 1944
"You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and... blow."
in To Have and Have Not, Howard Hawks, 1944
quarta-feira, 30 de julho de 2014
9ª Mostra de Cinema Não Europeu de Tavira
De 1 a 11 de Agosto, cinema de grande qualidade de fora do continente europeu.
Confira a programação aqui.
Confira a programação aqui.
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